Terça-feira, 29 de Setembro de 2009

BOA SORTE...


Estudo do leucograma e resposta ao tratamento antibiótico em cães com parvovirose

Dissertação de Mestrado Integrado - Maria Frada - 30 de Setembro de 2009

Medicina Veterinária, VILA REAL - UTAD

RESUMO

A população canina pode ser atingida por enterite causada por vários agentes infecciosos. A parvovirose é uma das doenças entéricas mais frequentes em cães, sendo responsável por elevadas taxas de morbilidade e mortalidade. A parvovirose canina afecta sobretudo animais até aos 6 meses de idade e com maior gravidade animais entre as 4 e as 12 semanas de idade. Os sinais clínicos mais comuns na parvovirose canina são o vómito, a anorexia, a letargia e a diarreia hemorrágica. O diagnóstico de parvovirose canina é estabelecido, com frequência, com base nos sinais clínicos exibidos e na análise do leucograma. O leucograma de animais com parvovirose canina é caracterizado pela presença de leucopenia por neutropenia e linfopenia. Outras etiologias infecciosas de gastrenterite podem induzir os mesmos sinais clínicos e alterações do leucograma.

As lesões causadas pelo parvovírus canino favorecem a translocação das bactérias do lúmen intestinal para a circulação sanguínea. A morte na parvovirose canina está frequentemente associada ao aparecimento de septicemia e endotoxemia. No tratamento da parvovirose canina, o uso de antibioterapia de largo espectro, na prevenção e no combate a infecções bacterianas secundárias, é frequente.

Neste estudo, 77,8% (22/36) dos animais com gastrenterite obtiveram resultado positivo ao PCR para CPV-2. Não se verificaram diferenças significativas na contagem de leucócitos totais e contagens absolutas de neutrófilos, linfócitos, monócitos e eosinófilos entre cães com parvovirose e cães com gastrenterites por outros agentes. Animais parvoviróticos e não parvoviróticos exibiram leucopenia por neutropenia e linfopenia, assim a sua presença no leucograma de animais com gastrenterite não é suficiente para estabelecer o diagnóstico de parvovirose canina. O presente estudo, comparou as associações antibioterapêuticas ampicilina, metronidazol e ampicilina, metronidazol e enrofloxacina através da avaliação de sinais clínicos exibidos. As duas associações antibioterapêuticas permitiram a melhoria dos sinais clínicos inicialmente apresentados. Porém não foi possível concluir qual a melhor associação no tratamento e prevenção de infecções secundárias na parvovirose canina.

Palavra-chave: gastrenterite, leucograma, parvovirose canina, antibioterapia


BOA SORTE Ki!!!!C@r@cü|et@ c/a Mül@!FRZ#14...

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